OPÚSCULO N’MUR



Este Opúsculo foi acessado por dois de nossos membros da egrégora ürmN. Não sabemos ao certo sua proveniência, exceto que ele foi originado em outro universo, separado do nosso pelos Sustentadores do Cosmos. Como se trata de um conhecimento concebido por uma entidade desconhecida de uma alteridade quase impensável, é provável que inferências em vários âmbitos tenham sido cometidas pelos nossos sensitivos. Junto com a informação do Opúsculo, vinha a impressão, segundo nossos sensitivos, de que o Opúsculo foi deveras importante para a manutenção de instâncias daquele universo e que será também para nós a partir de agora. Mais do que isso, fica aqui o convite para que nossa egrégora se expanda e possa apreender o que se seguirá em nosso universo. Caso haja mais informações, nós postaremos aqui.


OPÚSCULO N’MUR

Um tratado para apreender o inapreensível na evanescência intensiva




Instância evanescente

Este Opúsculo atravessa cosmos e eras para estar com você, para lhe trazer a instância de que você não é apenas “você”. Há que evanescer-se nestas despalavras para que uive em ti as mais esplendorosas forças que te aconcheguem no e além do caos. 

Não temas, permita-se dançar, mesmo que atordoado pelas vertigens que o impulso ao Vazio carrega. Muita dor e sacrifício permite que este Opúsculo seja apreendido aqui e agora. Que cada grito seja sagrado, que cada vertigem infinda seja celebrada com a coragem de se lançar infinitamente.

Aqui, a sabedoria translúcida, impossível de ser dita, alcança a escrita e sentido possíveis. Aqueles que apreenderam esta sabedoria e a colocaram em palavras vão inevitavelmente adaptá-las ao seu contexto. Leia com as vísceras, apreenda no Vazio que lhe concedeu existência. Saiba que és intensidade evanescente e que isso é algo muito além do que se chama “liberdade”. Não se preocupe em estar pronto, apenas permita-se contagiar.


1 – Terminologia evanescente

O que é e o que está além do ser não podem ser descritos ou explicados. Este Opúsculo é, por definição, um fracasso. Se há justificativa para a existência de tal texto, é apenas como lembrete, provocação, indicador de algo além. Cabe uma advertência: este Opúsculo não é um texto “sagrado”, não é um texto para ser infinitamente estudado. Este Opúsculo é apenas um indicador para algo além, inexprimível, impensável, inapreensível. Este Opúsculo se instala no paradoxo de apreender o inapreensível. Recomenda-se, pois, que este Opúsculo seja lido para além de suas palavras e, em seguida, desprezado.

Dito isso, há que se definir alguns termos, sempre tendo em vista a evanescência inerente de seus significados: há que se palavrar despalavrando.

“Força” é um termo qualquer para designar o que é enquanto processo. Assim, não definimos o que é força. Poderíamos usar “vibração”, “energia”, termos que são apenas palavras. Cabe utilizarmos as palavras enquanto indicadores de algo impensável. Assim, tudo que existe são relações de força. No entanto, existem infinitos níveis de intensidade de forças, muitas delas são imperceptíveis para a maioria das consciências.

“Relação” é a combinação de emergências de singularidades imanentes, ou seja, os termos de uma dada relação não são nunca separados. Há emergências singulares que se constituem em densidades diferentes do seu entorno imanente, criando a ilusão de separação. Por exemplo, uma “estrela” não está separada do seu entorno, podendo ser chamado de “espaço”, “campo gravitacional” etc. Mas as relações de forças cuja emergência alguns identificam enquanto “campo gravitacional” são mais sutis que a emergência que alguns identificam enquanto “estrela”. “Campo gravitacional” e “estrela” são imanentes e inseparáveis, mas a sua diferença de densidade ou de intensidade de suas relações de força faz com que se crie a ilusão de que são “objetos separados”. Assim, entende-se que tanto “campo gravitacional” como “estrela” são meras palavras, conceitos, que tentam apreender o inapreensível e fracassam. No entanto, buscar apreender o inapreensível desse modo possui algum nível de funcionalidade, o que reforça a sua ilusão. Nesse sentido, “relação” é sempre uma convenção, cria-se a ilusão de algo separado que se combina com outra separação ilusória, de modo que tal combinação de ilusões chamamos aqui de “relação”, termo provisório, mas útil para — quando devidamente apreendido em sua utilidade provisória — ser sumariamente abandonado. Apreende-se aqui a insuficiência da linguagem, cuja utilidade é apenas provisória.

Relação de forças é o que é, de modo que ser é sempre apreendido aqui enquanto processo e nunca enquanto algo definitivo. Existência é a expressão da relação de forças.

“Consciência” é uma força que atua sobre si mesma, gerando consciência de si. Toda força tem algum nível de consciência e existem forças que geram intensidades cada vez mais complexas de atuação sobre si mesma, gerando consciências cada vez mais complexas. Não há aqui hierarquia de valores sobre consciências mais ou menos complexas. Inexiste separação entre consciências, mas existe coexistência de singularidades que emergem nas relações de consciência, de modo que seja possível a emergência da ilusão provisória de concepções como “sujeitos” e “objetos”, mas sempre contextuais e imanentes uns aos outros. Quanto mais se perder a apreensão de tal imanência, mais essa consciência se torna “sujeita” a outras, tornando-se assim “sujeitos”, vale lembrar, contextuais e imanentes às demais consciências. Toda consciência é também um “corpo”, por mais sutil que seja. A separação de corpo e consciência é um dualismo gerado por ilusão.

A verdade é aquilo que se experimenta e se molda, inexistindo uma predefinição de verdade. O que é, enquanto processo, é uma plasticidade infinitamente infinita, tornando a ideia de “verdade” algo paradoxal.

Ilusão não é “alucinação”. Na ilusão, se lida com o que está sendo, mas não o apreende com precisão. Já na “alucinação”, se lida com o que não existe. Assim, inexiste a “alucinação”, o que ocorre são níveis de consistência na ilusão, até se chegar em um nível absoluto, onde não há mais ilusão, há consistência e precisão total da apreensão do que é enquanto processo, ainda que isso ocorra também em níveis de evanescência e duração.

Toda a tentativa de separar a apreensão do que é enquanto processo em partes resulta em ilusões: a filosofia é uma ilusão que busca explicar, a arte é uma ilusão que busca explicitar, a ciência é uma ilusão funcional, a religião é uma ilusão que se institucionaliza como dogma e a política é a ilusão de que se possa organizar e controlar o que é enquanto processo. Para sair da ilusão, é preciso abdicar do mundo das imagens e objetos e mergulhar no além-mundo sem linguagem e conceitos, ou seja, apreender o que pulsa aqui e agora, permitindo-se o escape, ou seja, a evanescência inconstante do que se considera “verdade”, ainda que seja legítimo experimentá-la, o que não significa que tal experiência se confunda com eternidade.

Assim, toda a filosofia, mesmo a mais vigorosa, possui uma constatação real, mas parcial, associada a inúmeros equívocos. 

As artes buscam tornar visíveis, legíveis, aspectos do que é enquanto processo, mas também sempre são parciais.

A ciência, por extrair dessa apreensão parcial algum funcionalismo, por exemplo, a nave que voa, cria-se a ilusão de que ela domina o processo de voo. Na verdade, o voo ocorre por uma dinâmica mais complexa do que a ciência decreta e, em grande parte, ocorre pela crença conjunta de que o voo vai ocorrer. Muitas vezes, quando o voo fracassa, tal fracasso se dá pela ressonância das dúvidas em relação ao voo. 

A religião quer tornar dogmáticos e eternos certos sistemas de crença moral. 

A política é uma ilusão enquanto organização social. Precisa-se iludir um grupo de consciências de que há um elo acima delas, por exemplo, um “contrato social”, que determina como as consciências devem se comportar. 

O cosmos é a dança inconstante de inúmeras e variadas consciências, cada uma com singularidades impensáveis, mas que podem ser moldadas e limitadas por sistemas de crenças, incluindo nisso noções como “morte”, “obediência”, “objeto” etc.

Inexiste “morte”, o que existe é a dissipação de certas relações de força, cuja consciência imanente às relações de forças deixa de se apresentar enquanto tal. A obediência apenas ocorre quando uma consciência é destituída de sua plasticidade infinitamente infinita. Isso ocorre quando uma consciência restringe a apreensão do inapreensível de outra consciência.


2 – Ética evanescente

O hábito de ser o que está sendo orientado pelo senso comum deixa a humanidade muito aquém de suas infinitas possibilidades. Com “infinitas possibilidades” estamos dizendo que, por exemplo, um “humano” pode ser um humano muito desenvolvido, mas que os humanos podem se apreender muito além da humanidade, muito além mesmo do seu estatuto cósmico, muito além do pensável, do apreensível. Enfim, o humano não é apenas “humano”, é uma extensão cósmica infinitamente plástica. Para acessar tais possibilidades, é preciso, antes de mais nada, desconstruir-se de seu estatuto meramente humano.

Uma investigação profunda da nossa consciência revela uma instância em que possa cultivar um modo de vida que prescinda de um “contrato social”, das regras morais e até de uma ética. Uma vida para além da linguagem, intuitiva, instintiva e visceral.

Uma consciência que apreende sua plasticidade infinitamente infinita deixa de ser cada vez mais uma consciência enquanto emergência e ganha cada vez mais consciência de sua imanência a tudo que existe, evanescendo-se cada vez mais enquanto “objeto”. Não sendo mais um “objeto”, pode-se abdicar de qualquer política, sociabilidade ou ética, pois prescinde de qualquer bengala para lidar com ilusões de parcialidade absoluta, admitindo-se, com isso, parcialidades relativas.

A ética é um modo de relação provisório enquanto está em processo de apreensão da plasticidade infinitamente infinita. É preciso apreender que uma das modalidades da plasticidade infinitamente infinita é o Vazio, que é um quase-nada, não sendo “nada” apenas pela possibilidade da plasticidade infinitamente infinita. No entanto, a experiência de ser-não-ser Vazio é imprescindível para apreender a plasticidade infinitamente infinita de modo sereno. Abalar a serenidade é o primeiro passo para se perder na ilusão.

Cabe um exercício de se cultivar uma ética provisória, sendo ela provisória por almejar a apreensão da plasticidade infinitamente infinita imanente ao Vazio. Para tanto, basta um princípio: todo o exercício de uma consciência que ainda não apreendeu a plasticidade infinitamente infinita imanente ao Vazio é modular sua intensidade de relação de forças cada vez mais, da quase ausência de intensidade para intensidade cada vez mais intensivas. Todo ato de poder é uma tentativa de minimizar ou mesmo impedir essa modulação de intensidades das relações de forças. Todo ato de poder não deve ser “combatido”, ou seja, não deve se colocar “contra” algum ato de poder. Isso seria alimentar o poder, pois é uma relação de forças tentando minimizar outra relação de forças, ou seja, uma relação de forças tentando exercer poder sobre outra. O único modo de minimizar uma relação de forças que se expressa enquanto poder é se desviando dela, cultivando a modulação da sua relação de forças para além do poder.

Quanto mais se desviar do poder, modulando a intensidade de sua relação de forças, menos se necessita de uma ética e mais se apreende a provisoriedade da necessidade de uma ética. Assim, colocar a ética como um sentido a priori é um modo de sabotar a apreensão da plasticidade infinitamente infinita imanente ao Vazio.

Prescinde-se assim de conceitos como “Bem” e “Mal”, de modo a existir somente níveis de modulação na intensidade de relações de forças, confundindo-se “Mal” com a minimização de tais modulações e “Bem” com a intensificação de tais modulações.

Inexiste uma apologia de mais ou menos intensidade. A questão é modular a intensidade, de acordo com o que o campo oferece. Quando uma consciência perde intensidade, tornando seu corpo mais fraco ou doente, deve-se modular a intensidade para adquirir mais saúde. Quando o corpo está saudável, ele tem mais disposição para a modulação, podendo até minimizar a intensidade para, por exemplo, apreender mais o Vazio.

No entanto, é preciso estar aberto para apreender uma vida plena, que prescinde da ética, ou seja, exercitar sempre que possível a apreensão direta da infinitamente infinita plasticidade imanente ao Vazio. Para tanto, sempre que possível, se instale em um campo em que o que se deve fazer emerge espontaneamente, tão selvagem quanto sereno. A partir disso, as ações se desdobram naturalmente e a ética servirá apenas como instância provisória quando tal espontaneidade titubear. 

Cabe a questão de como saber se está sendo espontâneo e não tomado por hábitos. O exercício da investigação profunda, não apenas da consciência, mas mesmo do sistema cognitivo e do corpo como um todo, enquanto funcionamento que se entende como “natural”, deve ser profundamente investigado. Se a sinceridade na investigação for, de fato, profunda e precisa, o humano consegue atingir sua instância para além do humano.


3 – Vida evanescente

Há um hábito humano em se ater ao que é apreendido enquanto “vida”. Há até um pensamento “animista” que entende que a “vida está em tudo”. A compreensão do que é “vida”, de um lado, é limitada, de outro, há algo para além de qualquer definição de vida. A cognição humana tem dificuldades de acessar isso, chamaremos apenas de “vazio”, “impensável” ou “inapreensível”.

A cognição humana tem muita dificuldade em apreender a intensidade mínima, a transição ao longo do que é e o que não é, ou seja, o não-ser, pensado aqui apenas pela negativa, o que é muito limitado. No entanto, a plasticidade infinitamente infinita está muito mais presente nesse ínterim do que nas intensidades assim chamadas “mensuráveis”.

A chave para apreender o inapreensível na escala humana é ir além do estatuto de “vivo” e isso difere da morte biológica. O corpo humano biológico “vivo” e consciente tem condições, em um limite extremo, de acessar o além da vida, o que não deve ser confundido com morte ou uma “vida espiritual”, confusão recorrente nas espiritualidades humanas. 

O além da vida é, em termos da linguagem e da cognição humana, a intensidade mínima, indetectável para o humano no sentido do mensurável, mas que pode ser acessado quando se consegue ir além da cognição.

Muito se produz, no pensamento humano, sobre a “intuição”. Como esse termo está viciado, nós vamos abandoná-lo para falar da potencialidade humana para se tornar algo além do humano e além do vivo. Vamos nomear aqui — provisoriamente, como sempre — tal potência de evanescência intensiva.


4 – Evanescência intensiva

A evanescência intensiva é a capacidade humana, mas não apenas humana, de apreender a intensidade mínima e seu acesso, passagem, ao “vazio”, ao “inapreensível”. Isso significa ir além do humano e ir além da vida, ou da instância cósmica que está além da vida, seja ela vida orgânica ou mesmo a inorgânica, ou seja, além de qualquer concepção animista.

Na evanescência intensiva, o humano deve se constituir de forças que almejam ir além de sua consciência, de sua cognição e sua instância biológica, sem cessar seu funcionamento biológico. O desdobramento disso se dá no abandono da fisicalidade como se conhece, do estatuto de “coisa” como se conhece e até do estatuto “cósmico” como se conhece, para habitar a instância do Vazio.

Não estamos mais falando de conhecer outras consciências, sejam animais, fungos, pedras, mares ou “alienígenas” e seres interdimensionais. Tudo isso está dado enquanto possibilidade para a consciência humana, se está suficientemente plástica. 

Consciências “alienígenas” e demais seres interdimensionais abundam, sendo de inúmeras expressões possíveis, a maioria delas indetectáveis para a cognição humana. Relacionar-se com elas, realizar “etnografia” cósmica e afins, é uma atividade legítima. No entanto, não estamos tratando disso neste Opúsculo. 

Trata-se de ir além de qualquer faculdade, cognição, intuição, consciência para se instalar em algo inapreensível para a instância humana, mas como a humanidade traz o Vazio em si, como qualquer outra instância no cosmos, é possível para ela acessar o Vazio.

Enquanto “vazio” ou “inapreensível”, não estamos tratando aqui do que as religiões e sabedorias antigas da humanidade chamam de “absoluto” ou “Deus”. Estes são nomes para algo que ainda traz definições que restringem a evanescência intensiva.

Se disponibilizar para a evanescência intensiva envolve necessariamente se despir do conhecimento e vida humanos, seja ele técnico, artístico ou espiritual. Não que tais conhecimentos sejam inúteis ou que devam ser esquecidos, no entanto, eles são insuficientes para se atingir os limites da evanescência intensiva.

É preciso, a princípio, partir do pressuposto de que o inapreensível está paradoxalmente disponível para ser apreendido, no limite da apreensão. A partir disso, é toda uma disponibilidade para ir além da consciência, da cognição, da vida e do ser. Negar tais instâncias, como, por exemplo, defini-lo como “não-ser”, é quase um jogo de palavras. As palavras devem ser escolhidas com o máximo de precisão possível, dada a impossibilidade de a linguagem ser, de fato, precisa.

Assim, não se trata de negação, mas de se dispor a algo além, sendo que esse além não está a priori disponível para ser apreendido. Trata-se de um processo que, quando iniciado, em seu limite, não há mais quem iniciou o processo.


5 - Método evanescente

Inexistem métodos definitivos para apreender o inapreensível. Deve-se ater à ideia de que é preciso modular as intensidades das relações de forças, desviando-se das tentativas alhures de minimização de tais modulações. No entanto, podemos descrever métodos provisórios e moduláveis para consciências humanas, se assim desejarem:

. Iniciar com respirações profundas, quantas forem necessárias para uma modulação da consciência.

. Usar a imaginação provisoriamente para modular as relações de forças do corpo, imaginando um vórtice em seu entorno, dinamizando o vórtice para mais e menos intensidade. A escolha em aumentar ou diminuir a intensidade se dá na experimentação, ou seja, exercitando a modulação e experimentando o que é mais adequado em determinadas situações específicas daquela consciência. 

. O vórtice deve se tornar o próprio corpo, à medida que o exercício vá se tornando mais íntimo.

. O vórtice deve-se “expandir’, apreendendo que a consciência é o próprio cosmos e o cosmos é a plasticidade infinitamente infinita das relações de forças imanentes ao Vazio.

. Esse método deve ser apreendido enquanto aberto, plástico, de modo a ser modulado, modificado, substituído à medida que se adquira mais intimidade nele, tornando a consciência disponível para a cocriação cósmica.

. A periodicidade do exercício deve ser apreendida o mais espontaneamente possível.


6 – Resumo evanescente

. Este Opúsculo é provisório.

. “Força” é um termo instável para se tratar de uma parte imanente do inapreensível.

. “Consciência” é uma força que se autoconhece, sendo que toda força possui algum nível de consciência.

. A partir disso, estabelece-se que há relações de forças e deve-se modular a intensidade das relações de forças para apreender a plasticidade infinitamente infinita das relações de forças.

. A plasticidade infinitamente infinita da intensidade das relações de forças é imanente ao Vazio, que se difere do nada justamente por poder haver resquícios de intensidades.

. A ética deve ser apreendida enquanto provisória, sendo abandonada quando se apreender com precisão o inapreensível. 

. A ética é o exercício de modulação da intensidade de relação de forças que envolve necessariamente o desvio do poder.

. O poder é a restrição da modulação da intensidade de relação de forças. Jamais deve-se colocar contra o poder, pois isso é um artifício do próprio poder.

. Apreender o inapreensível envolve sabê-lo imanente ao Vazio.

. Apreender o inapreensível difere em acessar “Deus” ou “não-ser” ou qualquer conceito humano, envolvendo necessariamente ir além da consciência, da vida e do ser.

. Chamamos, provisoriamente, esse processo de ir além de todas essas instâncias de evanescência intensiva, pois ela se instala ao longo da intensidade mínima e o Vazio.


Epílogo evanescente

Onde exigem a compreensão deste Opúsculo, apenas focamos no Vazio.

E evanescemos.


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